Federação Paulista de Golfe escolhe a Tahoma 31 para reformar seu mini campo executivo
Por: Qually Grama - 29 de Setembro de 2026
A Federação Paulista de Golfe fechou com a Qually Grama a primeira reforma do seu mini campo executivo, um espaço que existe há mais de 20 anos e que nunca havia passado por revitalização. A decisão coloca no centro da obra uma escolha técnica de gramado: a grama Tahoma 31 (Cynodon dactylon x Cynodon transvaalenses) nos tees e nos fairways, com uma cultivar consolidada nos greens. O anúncio foi feito por Flávio Maschietto, presidente da Federação, durante a gravação do primeiro podcast realizado na sede da entidade, em São Paulo.
Para quem gere campo e cuida de gramado, o caso interessa por um motivo simples: mostra o critério por trás da troca de grama em um espaço que é referência nacional. O Estado de São Paulo concentra parte expressiva do golfe do país, e o que se valida aqui tende a se replicar Brasil afora.
Um centro de treinamento público, ao lado de Congonhas
A sede da Federação Paulista de Golfe fica ao lado do aeroporto de Congonhas e funciona como centro de treinamento aberto ao público. É ali que a maioria dos golfistas de São Paulo tem o primeiro contato com o esporte.
“Aqui o golfe não tem barreira. Ouvimos muito que o golfe é elitista, que é caro, que ninguém tem oportunidade. Este espaço desmistifica esse mito, porque é público.” Flávio Mascheitto, presidente da Federação Paulista de Golfe.
Qualquer pessoa pode entrar, pagar uma taxa, pegar um taco emprestado e ter aula com um professor. O espaço ainda carrega uma dimensão social: parte do terreno pertence a uma creche tradicional que atende centenas de crianças, ligando a prática do golfe à filantropia que acompanha o esporte no mundo todo.
A estrutura de treino também é diferenciada. As baias contam com o sistema Top Tracer, a mesma tecnologia usada em drive ranges de ponta, que monitora cada tacada com precisão de velocidade e altura e permite jogar em dezenas de campos simulados. Na América do Sul, esse sistema está em apenas dois locais, e o da Federação é o único instalado em um espaço público.
O mini campo executivo: onde o jogo é decidido
O coração da reforma é o mini campo executivo de nove buracos, com distâncias de até 100 jardas. Ele reproduz, em escala menor, a sensação de uma tacada em campo oficial, e é iluminado para uso no fim do dia.
“Para mim, aquele campo tem que ser um jardim japonês, um local muito bem cuidado, em sintonia com a natureza. Ele é uma preciosidade, porque não existe igual em lugar nenhum.” Flávio
A importância vai além da estética. É ali que o golfista treina o approach, a tacada de aproximação entre 60 e 100 jardas que costuma decidir o resultado no campo oficial. Como resume o presidente, o jogo é decidido nas tacadas curtas. Um bom approach reduz a dependência do putter, considerado uma das tacadas mais difíceis do golfe. Por isso, a qualidade do gramado nesse espaço tem efeito direto no aprendizado de quem treina.
A escolha da grama: por que a Tahoma 31
A troca de gramado é o núcleo técnico do projeto. O plano prevê a Tahoma 31 nos tees e nos fairways, e uma cultivar consolidada, sem histórico de mutação relatado, nos greens.
A Tahoma 31 é uma bermuda híbrida (Cynodon dactylon x Cynodon transvaalenses) de folha fina e corte baixo, escolhida para gramados de bermuda de estádios da Copa do Mundo de 2026. Entre as características que pesam em um campo de golfe estão a alta capacidade de desenvolvimento e recuperação, a tolerância a cortes baixíssimos e um desempenho de tolerância à sombra que é o melhor entre as bermudas. Ela também demanda menos água que outras bermudas.
O ritmo de recuperação foi o ponto que mais chamou a atenção na conversa. Flávio citou o caso de um campo na França que replantou os 18 buracos em sprigs e voltou a receber jogo cerca de 60 dias depois do plantio, um prazo curto para uma reforma dessa dimensão. Para um green keeper, isso significa menos tempo de campo fechado e uma superfície que se restabelece rápido após o pisoteio intenso.
“Toda vez que questionei o que é validado pelos americanos em gramado esportivo, eu quebrei a cara. Estamos trazendo gramas e conceitos validados nos campos de golfe de lá.” Flávio
A Qually Grama trabalha exatamente nessa ponte, trazendo genética e manejo comprovados para as condições brasileiras, com produção própria e suporte de Engenheiros Agrônomos.
Uma decisão que se replica para o Brasil
Reformar o mini campo executivo não é um gesto isolado. A Federação Paulista funciona como uma vitrine técnica para os clubes do país.
“O Estado de São Paulo representa quase 60% do golfe do Brasil. Tudo que acontece aqui se replica para o Brasil inteiro. Aqui é um laboratório.” Flávio
A entidade promove os chamados dias de campo, encontros que reúnem superintendentes, green keepers e fornecedores para apresentar tecnologia de plantio, manejo e máquinas. A Qually Grama participou da última edição com palestras técnicas, ao lado de outros fornecedores do setor.
Nesse contexto, a reforma vira demonstração prática. Os clubes que visitarem o espaço vão conhecer a Tahoma 31 aplicada em um campo real, com resultado observável, e não apenas em ficha técnica. Para o gestor que precisa decidir sobre a superfície do seu campo, esse tipo de referência reduz o risco da escolha.
O momento ajuda. O golfe brasileiro vive um ciclo de crescimento, com forte adesão de novos praticantes, entrada expressiva de mulheres no esporte e novos campos previstos em empreendimentos nos próximos anos. Quanto mais campos e mais jogo, maior a exigência sobre a qualidade do gramado, e maior o valor de acertar a grama na primeira escolha.
Um projeto feito a várias mãos
A reforma do mini campo envolve outros parceiros, incluindo a modernização da iluminação e a troca do sistema de irrigação, além da própria revitalização do gramado natural e do sintético. É um esforço coletivo em torno de um espaço que a Federação trata como modelo.
A leitura certa de gramado esportivo sempre depende do contexto: incidência de luz, uso da área, exigência de corte e rotina de manutenção mudam o resultado final. No caso do mini campo da Federação Paulista, o objetivo é claro: uma superfície de padrão profissional, que se recupere rápido e sustente o jogo curto que define uma partida.
Vai reformar ou construir um campo de golfe e quer entender qual grama entrega o padrão que o seu projeto exige? Fale com a equipe da Qually Grama e descubra a leitura técnica certa para o seu gramado.